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Como Cada Pilar da Medicina do Estilo de Vida Apoia uma Boa Nutrição

A expressão “comida é remédio nunca foi tão relevante.

Em meio ao aumento das doenças crônicas e da busca por uma saúde mais equilibrada, a nutrição desponta como protagonista. No entanto, olhar para a alimentação de forma isolada é uma visão limitada. A medicina do estilo de vida mostra que o impacto positivo da nutrição só é completo quando conectada a outros cinco pilares fundamentais.

Por Que a Nutrição Precisa dos Outros Pilares?

Estudos indicam que dietas baseadas em vegetais, ricas em alimentos integrais, frutas, legumes, grãos e sementes, podem reverter ou controlar doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Mas… para garantir adesão a esse padrão alimentar e seus benefícios reais, é preciso integrar a alimentação aos demais pilares da medicina do estilo de vida.

Os 6 Pilares da Medicina do Estilo de Vida

1. Atividade Física: Movimento que Sustenta Hábitos Saudáveis

A prática regular de exercícios aumenta a taxa metabólica, regula o apetite e reduz os desejos por alimentos ultraprocessados. Estudos mostram que a liberação de irisina (uma miocina) durante a atividade física melhora o controle da fome e do açúcar no sangue.

Recomendação: 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana.

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2. Sono Restaurador: Dormir Bem é Alimentar-se Melhor

A privação de sono afeta diretamente os hormônios grelina e leptina, responsáveis pela fome e saciedade. Pessoas que dormem mal têm mais desejo por doces, gordura e fast food.

 Dormir de 7 a 9 horas por noite regula o metabolismo e auxilia no controle do peso.

Saiba mais: https://clinicafgo.com.br/noticias/sono-e-saude-hormonal-como-dormir-melhor-transforma-seu-organismo/

3. Controle do Estresse: Alimentação Emocional Começa na Mente

O estresse crônico aumenta o cortisol, o que nos leva a buscar refúgio em alimentos calóricos e pobres em nutrientes.

Além disso, o corpo estressado entra em modo “luta ou fuga”, prejudicando a digestão. Técnicas como meditação, respiração consciente e caminhadas ao ar livre reduzem o estresse e favorecem uma relação mais saudável com a comida.

Dica prática: Respire profundamente por 5 minutos antes das refeições para “ativar” o sistema digestivo.

4. Conexões Sociais Positivas: Comer Bem é Também Pertencer

Família, amigos e comunidade influenciam diretamente os hábitos alimentares. Ter o apoio de pessoas próximas facilita a adoção de uma alimentação saudável e melhora a adesão ao tratamento.

Um estudo da Blue Zones demonstrou que pessoas inseridas em círculos sociais saudáveis vivem mais e melhor.

https://essentia.com.br/conteudos/blue-zones/?utm_source=blog&utm_medium=link&utm_campaign=interno&utm_term=blue-zones&utm_content=dicas-de-longevidade]

5. Evitar Substâncias de Risco: Álcool, Tabaco e a Relação com Má Alimentação

O uso frequente de álcool está associado ao aumento da ingestão calórica e à queda na qualidade da dieta. Beber antes das refeições pode elevar significativamente o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar.

Além disso, o álcool é classificado como carcinógeno pela IARC (OMS) e está ligado a diversos tipos de câncer, especialmente o colorretal e o de fígado.

Saiba mais: https://lifestylemedicine.org/articles/the-link-between-alcohol-cancer-risk-and-healthy-lifestyle/

Comer Bem é Muito Mais do que Escolher Alimentos

Promover uma boa nutrição vai além do que está no prato.

O impacto real acontece quando olhamos para o corpo como um todo, entendendo que saúde não é apenas ausência de doença, mas o equilíbrio entre hábitos sustentáveis, ambiente, mente e corpo.

A Medicina do Estilo de Vida oferece essa abordagem integrada, capaz de transformar a relação do paciente com a própria saúde.

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