Transferência Embrionária. O que é e como funciona.

Transferência Embrionária

A transferência embrionária é o procedimento realizado para colocar o embrião no útero em que irá acontecer seu desenvolvimento. Corresponde ao último processo da fertilização in vitro (FIV), depois da fecundação dos gametas em ambiente laboratorial.

Portanto, é comum que seja um momento de ansiedade para as pessoas que optam por essa técnica de reprodução assistida. Depois de 12 ou 14 dias contados a partir da transferência embrionária, é realizado o exame de sangue para detectar os níveis de Beta-hCG e, enfim, confirmar o êxito da gravidez.

Preparativos:

Em geral, se os óvulos não forem congelados, a transferência embrionária acontece dentro de 3 ou 5 dias após a coleta do material genético.

Logo, a paciência e tranquilidade são importantes para que os preparativos ocorram da melhor maneira.

A recomendação é beber bastante água no dia anterior ao procedimento para que a bexiga esteja cheia. Dessa forma, o útero permanece reto e o aparelho de ultrassom consegue captar melhores imagens do órgão. Uma boa visão da cavidade uterina contribui bastante para o sucesso do método.

Como funciona a transferência embrionária?

Depois da coleta dos gametas (óvulos e espermatozoides), eles serão fecundados em laboratório. Feito isso, os embriões resultantes são avaliados por um especialista que seleciona aqueles com melhor potencial de desenvolvimento para serem transferidos para o útero da futura mamãe. 

O procedimento é indolor e bastante simples. Por isso, habitualmente, não há necessidade de anestesiar a paciente. Para efeito de comparação, há um desconforto semelhante ao sentido no exame Papanicolau.

Quantos embriões podem ser transferidos?

A resposta para essa pergunta varia bastante, de acordo com múltiplos fatores. Os principais aspectos que definem a quantidade de embriões que podem ser transferidos são a idade da paciente e a receptividade de seu endométrio.

O Conselho Federal de Medicina recomenda que quatro seja o número máximo de embriões a serem depositados no útero em uma transferência. Afinal, um número maior de embriões transferidos aumenta de maneira considerável as chances de gestação múltipla, que pode ser perigosa para a mãe e os bebês.

Via de regra, pacientes com até 35 anos costumam receber um ou dois embriões. Dos 35 aos 37, transferem-se dois. A partir dessa faixa etária até os 40 anos, no máximo três. E, depois dos 40 anos, podem ser transferidos até quatro.

E depois da transferência embrionária?

Realizada a transferência embrionária, a paciente pode manter seus hábitos e rotinas normais. Trabalho, estudos e atividades do cotidiano não precisam ser modificadas, visto que o depósito do embrião no útero é bastante semelhante ao processo de gravidez natural.

Recomenda-se, entretanto, que as mulheres evitem situações estressantes e atividades de alta intensidade e impacto. E, como cada paciente tem suas particularidades, o acompanhamento médico é indispensável.

Lembre-se que há outros aspectos além do físico que precisam ser observados. A saúde mental e o equilíbrio emocional também são importantes.

Esperando o resultado:

Esse é o momento mais aguardado. Após semanas de exames, consultas e medicamentos, é chegada a última etapa.

O exame de sangue Beta-hCG é realizado 12 ou 14 dias depois da transferência embrionária para comprovar a gravidez. 

Tente manter a calma e deixe as preocupações e novas medidas a serem tomadas para depois do resultado.

Busque estar com pessoas que te apoiam e querem o seu melhor. Em caso de dúvidas durante os procedimentos de reprodução assistida, consulte seu médico de confiança.

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